Quem anda no chão, quem anda em árvores, quem tem asas – Sesc Belenzinho – São Paulo

* A Curto Circuito faz a gestão do projeto QUEM ANDA NO CHÃO, QUEM ANDA NAS ÁRVORES, QUEM TEM ASAS, de Gustavo Ciríaco no SESC BELENZINHO, dias 16, 17 e 18 de Outubro, 2015.

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QUEM ANDA NO CHÃO

QUEM ANDA EM ÁRVORES

QUEM TEM ASAS

Há sinais. Há rumores. Os índios dizem que um dia o céu irá cair.

Quem anda no chão, quem anda nas árvores, quem tem asas, quem mora na água, assim os povos amazônicos descrevem os seres da floresta. Na origem dos tempos, eram todos humanos: as onças, as araras, as antas, os porcos-do-mato, os pirarucus. Depois, se transformaram em outra coisa e viraram caça. No entanto, para eles, ainda somos todos animais. Somos a caça que mora em casas (Eduardo Viveiros de Castro).

Ignorantes, alienados, inocentes, raivosos, desesperados, covardes, melancólicos, eufóricos, infantis, perdidos na alegria quente, homens e mulheres seguem o seu destino no seio do mundo que gira. Sob a roda da fortuna que eleva, seduz e atira à queda, temos todos o mesmo chão sob os pés. O homem avança na paisagem e a paisagem avança no homem diante de um zênite em queda.

Em um mundo à beira do colapso, as tragédias se amontoam, transbordam e desafiam a nossa sorte. Heróis surgem fugazes como estrelas brilhando no escuro. Rápidos, intensos, seus dramas nos fazem mais humanos, mais vulneráveis na nossa proximidade do comum vivido. Através de seus dramas, vivemos um possível futuro. Em compaixão, o nosso eventual destino.

Quem anda no chão, quem anda nas árvores, quem tem asas propõe repensar a tragédia em um diorama. Comuns nos museus de história natural, os dioramas encerram vista e ambiente em reproduções realistas de paisagens. Na origem do termo, diorama significa através do que se vê, uma vista. Através deles, mergulhamos em tempos congelados de um animal na sua paisagem. O museu de ciências naturais visita o trágico, desliza na comédia e constrói ficções criando uma vista para um panorama em mutação, um mundo em queda, experienciado através do que a distância preserva, evidencia e faz desaparecer.

Video links:

Webisode # 3 Temporada 

Webisode # 2 – Oficinas de permacultura

Webisode # 1 – Pesquisa

Studio Móvel, TVE.

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O projeto teve sua estréia no Galpão das Artes do Espaço Tom Jobim, dia 15 de novembro 2014.

Temporada : Nov 15 – Dez 7. Sextas. sábados e domingos.

Nos dias 15 e 16 de novembro a peça participou do Festival Panorama como projeto associado.

Residência de criação :

Barracão Maravilha, Rio de Janeiro. Setembro-Novembro 2014.

PAR – Programa Artistas en Residencia em parceria com Casa Rodante e Festival Internacional de Dança de Montevidéu. 2 Abril- 11 Maio, 2014.

Concepção e direção Gustavo Ciríaco

Assistência de direção Priscila Maia

Performers e colaboradores António Pedro Lopes, Fred Araújo, Isabel Martins, Leo Nabuco, Luciana Fróes, Priscila Maia e Tiago Cadete

Cenografia Dina Salem Levy e Pedro Rivera

Desenho de luz Tomás Ribas

Operação de luz Hermes Ericeira

Figurino Paula Stroher

Fotos Gustavo Ciríaco, Paula Kossatz e Diana Sandes

Vídeo Leo Nabuco

Direção de produção Anna Ladeira

Assistência de produção Gabrielle Barbosa e Arantxa Cianfrino

Administração e realização Curto-Circuito Produções

Patrocínio Oi Futuro e Secretaria de Cultura de Estado do Rio de Janeiro – SEC

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